No contexto da manutenção industrial, falhas em equipamentos não são apenas episódios isolados, são pontos de atenção que marcam o fluxo de produtividade, o orçamento e a segurança das operações. Sabemos, por experiência, que uma boa análise de falhas representa diferença entre atuar apenas no sintoma ou corrigir definitivamente os problemas em ativos industriais. Nós, da equipe Prelix, acompanhamos diariamente o impacto direto que um processo estruturado pode causar na confiabilidade e nos custos globais da empresa.
Conceito e relevância da análise de falhas industrial
A análise de falhas industrial, em termos simples, é o processo sistemático de identificação, compreensão e eliminação das causas de falhas em equipamentos ou processos. Com a complexidade cada vez maior dos sistemas industriais, compreender de fato o motivo de um evento indesejado se tornou peça central para a sustentabilidade do negócio. Afinal, falhas repetidas drenam recursos e minam confiança.
Prevenir é mais barato do que remediar.
Essa premissa fica ainda mais clara quando observamos o estudo do Instituto Federal de São Paulo, que demonstrou como a implementação de estratégias preventivas e de predição pode reduzir custos de manutenção em até 92% em comparação à atuação apenas corretiva. Isso é especialmente perceptível quando consideramos motores elétricos, como o investigado, onde falhas em material isolante e rolamentos por superaquecimento seriam evitáveis.
Por meio desse processo detalhado, buscamos evitar recorrência de falhas, garantir disponibilidade dos ativos, promover segurança e direcionar recursos para os pontos realmente críticos. Nossa atuação na Prelix tem reforçado esse conceito em dezenas de indústrias brasileiras.
Visão geral: por onde iniciar a análise de falhas?
O primeiro passo é compreender o contexto do evento. Para que o diagnóstico atinja o verdadeiro problema, tudo começa pela definição clara do desvio observado. A experiência mostra que pular etapas nesta fase compromete todo o restante do processo.
- Precisamos caracterizar de modo objetivo: O que ocorreu? Onde? Quando? Com que frequência? Quais as consequências?
- Registro preciso das condições e indicadores operacionais no momento da falha (temperaturas, vibrações, pressões, históricos de manutenção, entre outros).
- Envolvimento dos operadores e mantenedores na coleta dos dados, para garantir visões complementares.
É essa preparação que nos permite validar posteriormente se a causa raiz realmente foi encontrada e eliminada.
Etapas do processo: como fazemos uma análise de falhas industrial passo a passo?
Construímos um roteiro prático, com base na experiência e em boas práticas do setor, detalhando cada fase para alto desempenho no diagnóstico e solução dos problemas. Vamos passar pelo processo de ponta a ponta:
1. Identificação e caracterização do problema
No início, coletamos informações objetivas sobre o evento, registrando hora, local, equipamentos envolvidos e histórico recente. Uma dica: use sempre ferramentas de registros digitais, como a própria Prelix, pois evita perdas de dados e aumenta a qualidade da avaliação.
- Definição de sintomas observados: ruído anormal, parada inesperada, baixo desempenho, etc.
- Consulta ao histórico de falhas daquele ativo ou processo.
- Checagem de modificações recentes, upgrades ou mudanças operacionais.
Quanto melhor definido o que se busca, mais dirigido e efetivo será o trabalho do grupo de análise.
2. Coleta de dados e preparação das evidências
Baseamos nossas decisões em dados reais do evento. São exemplos de fontes:
- Relatórios e laudos de manutenção anteriores
- Medições on-line (sensores IoT, sistemas SCADA, registros de PLCs, etc.)
- Inspeções visuais, fotográficas e testemunhos dos envolvidos
- Análise de materiais danificados

Ao usarmos soluções digitais inteligentes, como a Prelix, conseguimos centralizar e organizar rapidamente essas informações, sem perder registros críticos. Isso acelera a etapa de interpretação e conexão dos pontos.
3. Investigação da causa raiz: como aprofundar?
No Brasil, o mercado industrial já vê como rotina aplicar métodos estruturados para chegar à origem dos problemas. Metodologias clássicas que usamos:
- 5 Porquês: questionar de forma sequencial “por quê?” até encontrar o verdadeiro motivo do evento, fugindo de respostas superficiais. Exemplo: por que quebrou o eixo? Porque a lubrificação era insuficiente. Por que a lubrificação era insuficiente? Porque o ponto não foi incluído no plano de manutenção, e assim por diante.
- Diagrama de Ishikawa/Espinha de Peixe: faz com que o grupo visualize fatores agrupados (materiais, pessoas, métodos, máquinas, meio ambiente, medições) e relacione causas possíveis. Um estudo realizado pelo Instituto Federal da Paraíba em retroescavadeiras comprovou que o Ishikawa e o FMEA, juntos, dão mais clareza na priorização das falhas mais perigosas para seus ativos.
- Análise de Modo e Efeito das Falhas (FMEA): garante avaliação quantitativa dos modos de falha, estimando frequência, gravidade e detectabilidade para orientar onde agir primeiro.
- Árvore de falhas/FTA: mapeia de modo lógico as combinações de eventos/hábitos/condições que levam ao problema central.
Buscar a origem é não se contentar com respostas prontas.
O uso dessas metodologias, quando associado a uma solução baseada em inteligência artificial, traz velocidade e precisão para encontrar a raiz do problema. A Prelix, por exemplo, pode sugerir caminhos de investigação, cruzando históricos de ocorrências, parâmetros de processo e até laudos fotográficos para acelerar este diagnóstico.
4. Interpretação dos dados e validação das causas
Esta etapa pede espírito crítico e análise aprofundada. Listamos aqui os pontos de checagem adotados em nossa rotina:
- Verificamos se a causa identificada explica completamente a falha.
- Cruzamos dados de históricos, inspeções e registros digitais.
- Buscamos consenso técnico entre responsáveis de manutenção, operação, Engenharia e Segurança, evitando vieses isolados.
Neste momento, damos atenção para não cair em armadilhas como atribuir falhas a “erro humano” sem investigar se houve lacuna em treinamento, padronização inadequada ou condições impróprias de trabalho. O artigo sobre falta de padrão de qualidade nas análises aprofunda esses riscos.
A validação exige repetir o teste, se possível: se a causa for eliminada, a falha não deve se repetir.5. Implementação de ações corretivas e preventivas
Chegar à raiz do evento é apenas parte da jornada. A etapa seguinte envolve implementar ações que ataquem diretamente o motivo identificado, monitorando para garantir sua eficácia. Aqui, trabalhamos simultaneamente em dois eixos:
- Ações corretivas: para eliminar imediatamente a causa identificada (troca de peça, ajuste de procedimento, correção de parâmetro, atualização de componentes, etc.)
- Ações preventivas: para evitar reincidência (revisão de rotinas, treinamentos, inclusão de sensores, revisões em planos de manutenção, atualização de instruções operacionais, etc.)
Estudar o contexto industrial nacional mostra que planos de manutenção bem alinhados com resultados da análise de falhas diminuem quedas inesperadas de produção e aumentam o tempo médio entre falhas dos equipamentos.

Pelos relatos dos nossos clientes, o uso de automatizações para notificar responsáveis, criar tarefas e monitorar prazos, tudo vinculado à análise, é um divisor de águas no sucesso dessas ações. O Prelix foi concebido exatamente nesse cenário, apoiando a execução e verificação do que foi planejado.
6. Análise do resultado, monitoramento e padronização
Depois de atuar, acompanhe o desempenho. Monitorar indicadores como tempo entre falhas, reincidências e disponibilidade do ativo permite validar se as ações implementadas resolveram o problema. Sugerimos reuniões periódicas para cobrança de resultados e compartilhamento dos aprendizados.
Padronizar as lições aprendidas é garantir ganhos futuros para toda a organização.Recomendamos alimentar bases de lições aprendidas, revisando planos de manutenção e treinamentos à luz do que foi resolvido.
Metodologias de apoio: escolhendo a ferramenta certa
Dentro das rotinas industriais, cada tipo de falha pede uma abordagem. Relatamos a seguir as ferramentas mais utilizadas e onde elas melhor se encaixam:
- 5 Porquês: situações simples, sem múltiplas causas em cascata, ideais para pequenos equipamentos ou processos repetitivos.
- Diagrama de Ishikawa (Espinha de Peixe): falhas multifatoriais, onde o envolvimento de materiais, pessoas, processos e máquinas deve ser considerado em conjunto.
- FMEA: avaliação e priorização de riscos em projetos e rotinas já estabelecidas, tanto para evitar falhas quanto para corrigir as já emergidas.
- Árvore de falhas: problemas complexos, com muitos desdobramentos, permitindo enxergar relações lógicas entre eventos.
- Soluções digitais (IA, bancos de dados centralizados): grandes volumes de informações históricas, onde cruzamento de dados aumenta a assertividade do diagnóstico.
O uso integrado dessas metodologias fornece visão holística e priorização adequada ao contexto, conforme reforçado na pesquisa do Instituto Federal da Paraíba.
Transformação digital e inteligência artificial na análise
Novas tecnologias mudaram a forma como lidamos com grandes volumes de dados. À medida que sensoriamento remoto, IoT e inteligência artificial se integram às plantas industriais, conseguimos identificar padrões e desvios antes mesmo que levem à falha.

Um estudo disponível no Portal eduCapes ilustra como a análise remota de dados e ciência de dados potencializam a identificação antecipada de falhas e anomalias em processos industriais, aumentando a confiabilidade dos processos. Nós, na Prelix, temos acompanhado esse movimento de perto, desenvolvendo uma solução que automatiza a coleta, cruzamento e análise rápida das evidências, seja para falha mecânica, elétrica ou de processo.
O resultado prático é simples: menos tempo desperdiçado reunindo informações, mais assertividade nas ações e respostas mais ágeis quando realmente faz diferença.
Como integrar a análise de falhas com manutenção preditiva?
As informações geradas na investigação de falhas alimentam continuamente sistemas de manutenção preditiva, enriquecendo modelos de previsão baseados em dados reais do campo. Em nossa ótica, a análise de falhas não substitui métodos preditivos, eles se complementam:
- Histórico de ocorrências serve de base para treinar algoritmos de previsão
- Laudos detalhados alimentam lições aprendidas e melhoram estratégias de detecção precoce
- Planos de manutenção são ajustados conforme a análise evidencia pontos de atenção
No artigo sobre manutenção autônoma, abordamos como envolver o operador neste ciclo aumenta o engajamento e a robustez do diagnóstico.
Trabalho em equipe: o papel das pessoas na análise
Por trás da tecnologia, a colaboração entre áreas faz toda a diferença:
- Manutenção, Operação, Engenharia, Segurança e Qualidade devem participar das discussões. Assim, todas as possíveis causas e impactos são devidamente mapeados.
- Treinamento constante para padronizar conceitos e critérios técnicos.
- Comunicação clara dos resultados e acompanhamento do impacto das ações tomadas.
Empresas que investem em processos coletivos fortalecem a cultura de confiabilidade. É possível ver isso no artigo gestão de ativos industriais: 8 erros para não repetir, que identifica a ausência de envolvimento como um dos principais fatores para falhas recorrentes e decisões equivocadas sobre ativos.
Ferramentas e rotinas aplicáveis ao contexto brasileiro
O parque industrial do Brasil traz demandas próprias quanto à diversidade de ativos, disponibilidade de mão de obra e realidade de cada segmento. Entre as práticas que adotamos para garantir resultados, destacamos:
- Automatização do registro de ocorrências, reduzindo tempo de resposta e eliminando ruído na comunicação.
- Capacitação de equipes nos métodos clássicos, muitas vezes, implementar o 5 Porquês já resolve 80% dos desvios simples.
- Uso crescente de sensores e IoT na coleta automática de informações, servindo de base para projetos de predição e monitoramento contínuo.
- Apresentação de relatórios digitais estruturados, como os emitidos por soluções como a Prelix, que garantem rastreabilidade, padronização e análise em tempo real dos indicadores.
- Revisão periódica dos planos e documentos de manutenção à luz das análises realizadas: manter os documentos “vivos” reduz o risco de obsolescência.
Entre os principais resultados relatados, observamos não apenas redução de custos e reincidências, mas também prevenção de acidentes, maior engajamento das equipes e alinhamento ao cumprimento de normas regulatórias. O artigo sobre IEC 61508 exemplifica o quanto a conformidade com normas internacionais é favorecida por uma abordagem investigativa estruturada.
Boas práticas para manter o processo contínuo e atualizado
Mesmo com toda automação e tecnologia, a análise de falhas só mostra resultados consistentes quando fazemos dela um processo vivo e parte da cultura organizacional. Em nossos projetos, destacamos:
- Treinamento contínuo das equipes, atualizando métodos e práticas conforme evolução do parque de ativos e da tecnologia.
- Documentação clara e padronização dos processos, garantindo que todos saibam como agir em caso de falha.
- Reuniões periódicas para revisão de indicadores, avaliação das ações corretivas/preventivas e discussão de aprendizados recentes.
- Uso de plataformas digitais para registro, monitoramento e análise de todos os eventos, aqui, destacamos o papel central da Prelix.
- Feedback constante entre áreas para incorporar as lições aprendidas em treinamentos, procedimentos e planos de manutenção.
O aprimoramento nunca termina, sempre há espaço para evoluir.
Empresas que assumem esse compromisso a médio e longo prazo colhem os frutos de um ciclo virtuoso de confiabilidade e excelência operacional.
Conclusão
Fazendo uma análise de falhas realmente embasada, estruturamos o caminho para uma operação mais segura, econômica e eficiente. O passo a passo em manutenção industrial vai muito além de resolver um evento isolado: trata-se de construir cultura de melhoria contínua, engajamento das equipes e confiabilidade nos ativos. Nós, na Prelix, temos orgulho em oferecer uma solução que automatiza, padroniza e potencializa todas essas etapas, gerando resultados reais para quem está na linha de frente da produtividade industrial.
Se sua empresa busca transformar falhas em aprendizados e resultados, conheça a Prelix e descubra como nossa plataforma pode ser parceira estratégica no seu processo de análise de falhas.
Perguntas frequentes sobre análise de falhas industrial
O que é análise de falhas industrial?
A análise de falhas industrial é um método estruturado para identificar, compreender e eliminar as causas de falhas em equipamentos, processos ou sistemas industriais. Utiliza abordagens como 5 Porquês, Ishikawa, FMEA e análise de dados para garantir maior confiabilidade e segurança operacional, reduzindo custos e riscos.
Como funciona uma análise de falhas?
Funciona por meio da caracterização detalhada do problema, coleta de evidências, investigação estruturada das possíveis causas (usando ferramentas como diagramas de causa e efeito, FMEA, análise de dados históricos) e implementação de ações corretivas e preventivas. O ciclo se completa com o monitoramento dos resultados e a revisão dos aprendizados.
Quais etapas da análise de falhas?
As principais etapas incluem: identificação e definição do problema, coleta de dados, investigação da causa raiz usando metodologias específicas, validação das causas encontradas, elaboração e execução de ações corretivas/preventivas e monitoramento dos resultados. Elas devem ser documentadas e revisadas periodicamente pelas equipes.
Quais são os benefícios da análise de falhas?
Os benefícios são diversos: redução de custos de manutenção, menor reincidência de falhas, prevenção de acidentes, aumento da disponibilidade de ativos, maior segurança operacional, mais assertividade nas ações e base sólida para a melhoria contínua em toda a empresa.
Quando aplicar a análise de falhas industrial?
A análise deve ser aplicada sempre que houver falhas recorrentes, eventos críticos, desvios em processos, acidentes ou quando mudanças significativas forem implementadas nos sistemas industriais. Ela também é recomendada para revisar planos de manutenção, introduzir novos equipamentos e buscar melhoria contínua.