Em nossa experiência, a gestão moderna de ativos industriais exige um olhar cuidadoso para os dados. As métricas certas, analisadas de maneira estratégica, podem transformar o desempenho de setores inteiros, da manutenção à segurança. Por essa razão, entendemos a relevância dos chamados indicadores de confiabilidade em manutenção, que funcionam como o verdadeiro termômetro da saúde operacional dos ativos. Neste artigo, compartilhamos não apenas o conceito dessas métricas, mas também ensinamos como calculá-las, interpretá-las e escolher as mais relevantes para cada contexto. Vamos demonstrar como plataformas como a Prelix permitem que equipes enxerguem mais longe, antecipando falhas e estruturando planos que realmente entregam resultados.
O que são indicadores de confiabilidade em manutenção?
Indicadores de confiabilidade em manutenção são medidas quantitativas que mostram o desempenho, a disponibilidade e o histórico de falhas dos equipamentos ao longo do tempo. Eles permitem que as equipes avaliem não só o funcionamento de máquinas, como também a efetividade das estratégias adotadas para correção, prevenção e previsão de falhas.
Essas métricas são vitais para direcionar investimentos, definir prioridades de manutenção e monitorar o ciclo de vida dos ativos. Sem dados claros, decisões se tornam intuitivas demais, abrindo espaços para riscos, atrasos e custos inesperados.
O que não é medido, não é gerenciado.
É com base nos indicadores que podemos responder perguntas como: Onde estamos perdendo mais tempo? Qual ativo impacta mais a produção quando falha? Qual intervenção tem dado mais resultado? Com respostas objetivas, o caminho da melhoria contínua se torna muito mais claro.
Por que os indicadores de confiabilidade são tão relevantes?
Manter os processos industriais sob controle demanda monitoramento rigoroso dos ativos, porque paradas não planejadas e falhas inesperadas impactam diretamente a produção e os resultados financeiros. Quando adotamos uma gestão baseada em dados, tornamo-nos capazes de agir no momento certo, antecipando problemas que poderiam passar despercebidos.
A coleta e análise de indicadores são também fundamentais para o atendimento a normas e certificações. Muitas empresas precisam demonstrar, por meio de registros e relatórios, a robustez de seus processos de manutenção. Industrias que já buscam se alinhar à IEC 61508, por exemplo, encontram nos indicadores uma ferramenta insubstituível para mitigar riscos e justificar decisões.
Outro ponto decisivo: a linguagem dos dados aproxima a manutenção de outros setores, como produção, segurança, compliance e financeiro. Isso facilita reuniões, auditorias e tomadas de decisão com mais agilidade.

Principais indicadores de confiabilidade: quais são e quando usar?
Para entendermos todo o potencial dos indicadores, precisamos conhecer as métricas que mais geram valor no dia a dia das equipes de manutenção. Cada uma serve a propósitos distintos, e pode apoiar análises estratégicas, táticas ou operacionais.
MTBF: tempo médio entre falhas
O MTBF (Mean Time Between Failures) representa o tempo médio de funcionamento de um equipamento antes de uma falha não planejada. Quanto maior o MTBF, maior a confiabilidade do ativo.
- Como calcular: MTBF = Tempo total de operação ÷ Número de falhas
- Exemplo prático: Se uma bomba trabalha 1.200 horas e apresenta 4 falhas ao longo de um período, seu MTBF é de 300 horas.
Analisamos o MTBF para identificar padrões de falhas e medir a evolução da confiabilidade ao longo do tempo. Empresas que aumentam o MTBF sentem impactos positivos em disponibilidade e produção.
MTTR: tempo médio para reparo
O MTTR (Mean Time to Repair) indica o tempo médio gasto para restaurar um equipamento ao funcionamento após uma falha. Um MTTR baixo reflete agilidade na resposta.
- Como calcular: MTTR = Tempo total de manutenção corretiva ÷ Número de falhas
- Exemplo: Se, em 10 intervenções, gastamos 40 horas no total, o MTTR é de 4 horas.
Manter o MTTR sob controle reduz impactos de paradas, melhora a satisfação das equipes de produção e indica maturidade do processo de manutenção corretiva.
Disponibilidade dos ativos
Disponibilidade é o percentual do tempo em que o ativo está realmente apto a operar, considerando períodos de manutenção e falhas.
- Como calcular: Disponibilidade (%) = (Tempo disponível para operação ÷ Tempo total) x 100
- Exemplo: Se um equipamento deveria operar 720 horas no mês, mas ficou disponível por 660, a disponibilidade foi de 91,7%.
Acompanhar esse indicador ajuda a priorizar ações em máquinas críticas e a justificar investimentos.
OEE: eficiência global dos equipamentos
O OEE (Overall Equipment Effectiveness) é um indicador composto que revela o desempenho real da produção, considerando três pilares: disponibilidade, performance e qualidade.
- Como calcular: OEE = Disponibilidade (%) x Performance (%) x Qualidade (%)
- Exemplo: Um ativo com disponibilidade de 96%, performance de 95% e qualidade de 98% terá OEE de 89,1%.
O OEE mostra onde estão os principais gargalos de um processo produtivo, permitindo atuar estrategicamente no ponto de maior retorno.
Backlog de manutenção
O backlog reúne todas as ordens de serviço programadas que ainda não foram executadas. Ele demonstra o volume de trabalho pendente.
- Como calcular: Backlog (em semanas) = Total de horas pendentes ÷ Disponibilidade semanal da equipe
- Exemplo: 300 horas pendentes, equipe disponível 100 horas/semana: backlog de 3 semanas.
Backlogs muito longos indicam necessidade de revisar processos ou aumentar recursos. Já backlogs muito curtos podem sugerir falta de planejamento ou análise pouco detalhada das necessidades.
Custos de manutenção
Os custos contam toda a história do impacto financeiro da manutenção, tanto corretiva quanto preventiva e preditiva. Mensurar os gastos permite identificar padrões de consumo, desperdícios e oportunidades de renegociação com fornecedores.
- Como calcular: Soma-se os valores investidos em peças, materiais, mão de obra e contratos dentro de um período analisado.
- Exemplo: Uma planta que gastou R$ 250 mil em manutenção no semestre pode comparar esse número com períodos anteriores ou metas orçamentárias.
Esses dados facilitam demonstrações para alta direção e apoiam decisões sobre retrofit e substituição de ativos.

Indicadores estratégicos, táticos e operacionais: qual a diferença?
Dentro do universo dos indicadores, costuma-se categorizá-los conforme o nível de decisão ao qual se destinam. Em nossas consultorias, costumamos dividir assim:
- Estratégicos: Relacionam-se à visão de longo prazo, avaliação do negócio e direcionamento de grandes investimentos. Exemplo: OEE global, custos totais de manutenção.
- Táticos: Conectam o planejamento estratégico à execução diária. Permitem monitorar o andamento dos planos e detectar desvios no médio prazo. Exemplo: backlog, disponibilidade de equipamentos.
- Operacionais: Focados no acompanhamento do dia a dia, ajudam na priorização de ordens de serviço e gestão de emergências. Exemplo: MTTR, tempo de resposta, número de paradas.
Selecionar o indicador certo para cada nível é o segredo para não sobrecarregar a equipe com dados irrelevantes e manter o foco no que realmente importa.
Quem mede tudo, não avalia nada com profundidade.
A plataforma Prelix permite que cada usuário defina dashboards específicos, direcionando as informações certas às pessoas certas, no tempo certo.
Como escolher indicadores relevantes para sua empresa?
Sabemos que não existe uma receita única porque cada negócio tem suas próprias particularidades – porte, nível de automação, idade dos ativos, cultura de manutenção. Por isso, sugerimos algumas perguntas para apoiar a seleção:
- Quais ativos mais impactam o processo produtivo?
- Onde estão as maiores fontes de custos da manutenção?
- Quais falhas têm maior risco para pessoas, meio ambiente e qualidade?
- Temos recursos para coletar e analisar os indicadores escolhidos?
Selecionar poucos e bons indicadores é sempre mais eficiente do que grandes quantidades de dados pouco usados. Uma abordagem prática, como mostramos no artigo sobre erros na gestão de ativos industriais, é revisar periodicamente os indicadores escolhidos, eliminando aqueles que não agregam mais valor.
Além disso, é fundamental envolver as equipes na definição das métricas. A participação aumenta o engajamento e a precisão dos registros.
Passo a passo para calcular e usar cada indicador
Apresentamos agora formas práticas de cálculo e de uso dos principais indicadores, para que a sua equipe possa, de fato, aplicar o conhecimento na rotina.
- Definir o período de análise: Antes de iniciar, decida se os dados serão mensais, trimestrais ou anuais. A definição depende do tipo de equipamento e da criticidade.
- Coletar dados confiáveis: Anote horários exatos de início e fim de falhas, intervenções, troca de peças, e outros eventos. O uso de ferramentas digitais, como a Prelix, reduz erros e padroniza registros.
- Aplicar as fórmulas dos indicadores: Utilize as equações indicadas acima para cada métrica. Não se esqueça de desconsiderar paradas programadas no cálculo do MTBF e MTTR, por exemplo.
- Criar gráficos e relatórios: Visualizar as tendências facilita as análises, inclusive a antecipação de problemas. Gráficos de linha, barras e tabelas comparativas são bem-vindos.
- Tomar decisões baseadas nos dados: Use os resultados para priorizar tarefas, discutir planos de manutenção e sugerir investimentos. Tenha reuniões regulares para o acompanhamento.
Esse fluxo ajuda a consolidar uma cultura orientada por fatos e contribui de maneira prática para a redução de falhas e otimização de recursos.
Ações corretivas, preventivas ou preditivas: como os indicadores orientam?
A escolha do tipo de manutenção depende, sobretudo, dos dados entregues pelos indicadores. Analisando MTBFs, backlog, OEE e custos, identificamos comportamentos e tendências que sugerem:
- Necessidade de ações corretivas: Muitos atendimentos emergenciais, MTTR alto e backlog crescente indicam problemas não previstos. É preciso atacar as causas raízes e corrigir fragilidades.
- Potencial de manutenção preventiva: Quando certos ativos apresentam padrões de falha previsíveis, podemos programar intervenções antes de novos incidentes.
- Oportunidade para manutenção preditiva: Se a análise revela variações sutis nos indicadores, antes de uma falha, vale investir em sensores e IoT para monitorar tais condições em tempo real.
A tomada de decisão baseada nesses dados garante alocação inteligente de recursos e, muitas vezes, reduz custos totais ao longo do tempo.
Os dados apontam, mas a ação é quem resolve.
A importância dos relatórios inteligentes na análise de indicadores
Gerar relatórios é tão importante quanto calcular indicadores. Relatórios claros, automáticos e detalhados facilitam a comunicação interna e externa, fortalecendo a cultura de transparência e melhoria contínua.
Esses relatórios são essenciais para revisões periódicas, auditorias, treinamentos de equipe e apresentação de resultados à liderança. A plataforma Prelix, por exemplo, permite exportar análises completas com apenas alguns cliques, acelerando muito o ciclo de gestão.
Quer entender mais sobre a cultura de relatórios e elaboração de planos de manutenção? Confira nosso conteúdo sobre manutenção autônoma e as melhores práticas para envolver toda a equipe.
IoT, análise de dados e inteligência artificial: transformando a manutenção
A transformação digital está mudando radicalmente a forma como monitoramos, interpretamos e utilizamos os dados na manutenção industrial. Plataformas como a Prelix unem sensores inteligentes (IoT), sistemas de análise em tempo real e inteligência artificial para que os indicadores possam ser processados automaticamente.
- Coleta em tempo real: Dados transmitidos por sensores de vibração, temperatura e pressão chegam de maneira instantânea à central de monitoramento.
- Análise preditiva: Algoritmos identificam tendências, padrões e anomalias, permitindo ações antes mesmo da falha acontecer.
- Visualização facilitada: Dashboards customizáveis apresentam os indicadores mais relevantes a cada usuário, reduzindo ruídos na comunicação.

Em nosso dia a dia, percebemos que empresas que adotam essas soluções ganham autonomia e rapidez, além de ampliar muito a precisão das análises.
Dicas para manter a análise dos indicadores relevante no tempo
Sabemos que o cenário industrial está sempre em transformação. Assim, manter os indicadores relevantes ao longo do tempo exige atenção e adaptação constante. Trazemos algumas orientações práticas para garantir esse ajuste:
- Revisar periodicamente os indicadores: A cada ciclo de planejamento, questione se os indicadores analisados ainda refletem as reais necessidades do negócio.
- Ajustar metas conforme a maturidade e disponibilidade de recursos: Times em estágio inicial focam em poucos indicadores básicos; times maduros podem buscar métricas mais avançadas, integrando dados da produção e qualidade, por exemplo.
- Treinar continuamente as equipes: Capacitação é fundamental para que a compreensão das métricas seja ampla em todos os níveis.
- Experimentar novos indicadores: Teste indicadores alternativos em períodos curtos para validar sua eficiência antes de oficializá-los.
- Buscar benchmarking: Troque experiências internamente e externamente, participando de fóruns, workshops e eventos do setor. Sempre há espaço para aprendizado.
Adaptar é evoluir, tanto para pessoas, quanto para processos.
No blog da Prelix oferecemos diversos conteúdos sobre manutenção que podem apoiar times em todas as etapas dessa jornada de análise e adaptação.
Como integrar os indicadores na rotina da manutenção?
Mais do que criar dashboards ou elaborar gráficos, é indispensável que os dados se tornem parte viva da cultura de manutenção. Sugerimos algumas práticas e rotinas para fazer isso acontecer:
- Reuniões periódicas de análise: Estabeleça um calendário para revisar os indicadores com as equipes. Pode ser semanal ou mensal, a depender da criticidade.
- Quadros visuais nas áreas técnicas: Expor alguns indicadores-chave (como paradas de linha, disponibilidade, backlog) nos setores gera engajamento, fomenta conversas e impulsiona melhorias espontâneas.
- Reconhecer os resultados: Valorize publicamente conquistas como aumentos no MTBF ou reduções no MTTR. O reconhecimento move pessoas.
- Ligação com metas e premiações: Integrar os indicadores a sistemas de metas, bonificação e reconhecimento incentiva a busca pelos resultados.
Nossos clientes relatam que, ao envolver a equipe desde a construção dos indicadores até a celebração de conquistas, o engajamento cresce e a transformação ocorre de forma natural.
Gestão baseada em indicadores: mais agilidade, menos risco
Quando usamos dados para orientar decisões, o risco de surpresas diminui. Com indicadores claros, antecipamos problemas, organizamos prioridades de manutenção, e conseguimos justificar projetos de melhoria junto à direção, inclusive investindo em automação, sensores, monitoramento remoto e outras tecnologias.
Plataformas modernas, como a Prelix, auxiliam ainda mais integrando a manutenção, saúde, segurança e inspeções 5S em um único ecossistema, tornando mais simples não apenas coletar dados, mas transformá-los em insights práticos.
Se a sua dúvida está entre monitoramento remoto ou inspeções presenciais, sugerimos nosso artigo que compara essas alternativas: Monitoramento remoto vs. inspeções presenciais: qual escolher?.

Conclusão: transforme dados em decisões e evolua sua manutenção
Como vimos, o uso inteligente dos indicadores de confiabilidade na manutenção cria uma base sólida para elevar a performance industrial e reduzir vulnerabilidades. Seja através do MTBF, do backlog ou do OEE, o segredo está em adaptar as métricas ao contexto e envolver todas as pessoas na busca constante pela melhoria.
Na Prelix, acreditamos que tecnologia e conhecimento caminham juntos. Nossa plataforma utiliza inteligência artificial para eliminar retrabalhos, padronizar relatórios e tornar todo o processo mais rápido e preciso. Transformar dados em decisões nunca foi tão acessível, e tão necessário.
Queremos ajudar sua equipe a dar o próximo passo: visite nossa plataforma, descubra como funcionamos e veja como é simples potencializar sua rotina de manutenção com a Prelix.
Perguntas frequentes sobre indicadores de confiabilidade em manutenção
O que são indicadores de confiabilidade em manutenção?
São métricas que permitem mensurar, de forma objetiva, quanto os equipamentos e processos industriais apresentam confiabilidade, ou seja, a capacidade de operar sem falhas dentro de determinado período. Incluem informações como o tempo entre falhas, tempo de reparo, disponibilidade, entre outras.
Como medir a confiabilidade na manutenção?
A confiabilidade pode ser medida utilizando indicadores como MTBF (tempo médio entre falhas), disponibilidade operacional e histórico de paradas. Para isso, é necessário coletar dados precisos sobre períodos de funcionamento, tempo parado e número de interrupções, aplicando as fórmulas adequadas. Plataformas como a Prelix auxiliam na automatização dessa coleta e análise.
Quais são os principais indicadores utilizados?
Os principais indicadores em manutenção industrial incluem: MTBF, MTTR (tempo médio para reparo), disponibilidade dos ativos, OEE (eficiência global dos equipamentos), backlog de manutenção e custos com manutenção. Cada um oferece uma visão diferente e complementar do estado dos ativos e das operações.
Como melhorar a confiabilidade na manutenção industrial?
Para melhorar a confiabilidade, sugerimos uma combinação de monitoramento constante dos indicadores, análise das causas raízes das falhas e ajuste contínuo dos planos de manutenção corretiva, preventiva e preditiva. Além disso, a adoção de tecnologias de IoT, sensores e inteligência artificial acelera a identificação de anomalias e potencializa a tomada de decisão baseada em dados. Capacitar as equipes e manter os indicadores sempre atualizados também faz toda a diferença.
Por que usar indicadores na gestão de manutenção?
Os indicadores transformam percepções subjetivas em dados concretos, facilitando a priorização de esforços, o planejamento de recursos e a comunicação entre áreas. Servem para embasar decisões, validar investimentos e garantir alinhamento com normas e exigências legais. Eles são, na prática, o norte da evolução da manutenção industrial.